O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) condenou o juiz aposentado Carlos Madeira Abad pelos crimes de assédio sexual e importunação sexual. As penas somadas ultrapassam cinco anos de prisão, com cumprimento inicial em regime semiaberto.
Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o magistrado assediava mulheres que atuavam no Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo da Grande Vitória (Ciase), principalmente estagiárias. Na época dos fatos, ele também exercia funções ligadas à área da Infância e Juventude.
A decisão foi concluída nesta quinta-feira (11), após um julgamento que tramitou sob sigilo para preservar as vítimas. Além da condenação criminal, Abad também foi sentenciado à perda do cargo, medida que poderá resultar na cassação da aposentadoria compulsória recebida desde 2024.
O voto da relatora, desembargadora Marianne Júdice de Mattos, foi o que prevaleceu no julgamento.
