O avanço da Inteligência Artificial tem facilitado a criação de imagens falsas com aparência real, aumentando os casos de exposição, constrangimento e violência digital, principalmente contra mulheres e adolescentes. Com poucas fotos retiradas das redes sociais, criminosos conseguem produzir montagens conhecidas como deepfakes.
No Espírito Santo, especialistas relatam que esse tipo de crime já chegou às delegacias e aos tribunais. Um dos casos envolveu uma professora que teve imagens falsas com nudez divulgadas na internet. Também foi registrada uma ocorrência em que uma adolescente teve sua foto manipulada por IA para simular nudez, situação tratada pelas autoridades como violência sexual baseada em imagem.
Advogados alertam que esse tipo de conteúdo também é usado para difamar vítimas e até gerar lucro em sites e grupos de mensagens. A orientação é registrar boletim de ocorrência, preservar as provas e buscar apoio jurídico para responsabilizar os envolvidos e retirar o material das plataformas.

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