O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) abriu investigação para apurar uma indenização de R$ 1,63 milhão paga ao ex-diretor-presidente do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, durante as obras do Binário de Guriri (ES-318), em São Mateus. A apuração tem como base um relatório da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (SECONT) que apontou possíveis irregularidades e prejuízos aos cofres públicos.
Segundo a auditoria, uma alteração no traçado da rodovia fez com que a estrada passasse por uma propriedade pertencente ao então presidente do DER-ES, gerando a desapropriação e o pagamento da indenização. O relatório também aponta que, apesar da redução da área desapropriada, os custos com indenizações aumentaram significativamente em relação ao projeto original.
A SECONT ainda identificou possíveis inconsistências na avaliação das benfeitorias da propriedade e questionou a rapidez do processo de pagamento, que teria ocorrido em prazo inferior ao registrado em outros casos semelhantes. Diante dos apontamentos, o órgão recomendou a abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades.
O MPES informou que instaurou procedimento preliminar e avalia os fatos. Caso sejam confirmadas irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas.

