quarta-feira , 22 julho 2026
Stalking

Rastreadores e aplicativos são usados por ex-companheiros para perseguir mulheres no ES!

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Casos de perseguição contra mulheres têm ganhado novas formas com o uso de tecnologia. Rastreadores instalados em carros e bolsas, além do acesso indevido a e-mails, WhatsApp, redes sociais e aplicativos de localização, estão sendo utilizados por ex-companheiros para monitorar a rotina das vítimas sem autorização.

Segundo a delegada adjunta da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, Silvana Soeiro, esse tipo de conduta pode configurar o crime de perseguição (stalking), previsto no artigo 147-A do Código Penal, principalmente quando ocorre de forma repetitiva. A prática costuma se intensificar após o fim do relacionamento, como forma de controle e intimidação da vítima.

A presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) no Espírito Santo, Ana Paula Morbeck, alerta que um dos principais sinais de monitoramento é quando o perseguidor demonstra saber onde a vítima está ou aparece constantemente nos mesmos locais que ela frequenta.

Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) revelam que 918 casos de stalking contra mulheres foram registrados no Espírito Santo entre janeiro e junho deste ano.