Na Coreia do Sul, o escritor Jeon Gyeong-cheol dedicou mais de duas décadas aos cuidados do filho Je-won, de 27 anos, que tem autismo severo e necessita de apoio permanente. Ao receber o diagnóstico de câncer terminal no fígado, o pai iniciou uma corrida contra o tempo para responder à preocupação que mais o atormentava: quem cuidaria do filho depois de sua partida?
Mesmo com a saúde debilitada, Jeon procurou quase mil instituições em diferentes regiões do país até conseguir acolhimento. Je-won passou a viver em uma comunidade especializada na província de Chungcheong do Norte, também chamada Chungbuk, localizada na região central da Coreia do Sul. Segundo informações apuradas pelo Portal Digital Conecta NV, a imprensa coreana não divulgou a cidade exata nem o nome da instituição, possivelmente para preservar a privacidade de Je-won.
A mobilização ganhou repercussão na televisão sul-coreana, recebeu apoio popular e ajudou a garantir um lugar seguro para Je-won. Jeon Gyeong-cheol morreu em 5 de setembro de 2026, aos 64 anos, sabendo que o filho continuaria amparado. Para o Portal Digital Conecta NV, a história reforça um alerta necessário: famílias que cuidam de adultos com autismo severo precisam de acolhimento, assistência especializada e políticas públicas que garantam proteção mesmo após a ausência de seus principais cuidadores.
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