Entre janeiro e agosto de 2026, 23 mulheres foram vítimas de feminicídio no Espírito Santo. Apesar das leis e dos serviços de atendimento, o Estado ainda enfrenta dificuldades para interromper ciclos de agressões, ampliar a prevenção e garantir proteção rápida às vítimas.
Dados do Observatório da Secretaria de Segurança Pública mostram que o número de feminicídios caiu de 41 casos, em 2024, para 35, em 2025. Para a delegada Natália Tenório, da Gerência de Proteção à Mulher, o principal desafio não está na falta de leis, mas em uma cultura marcada por relações de poder e domínio.
A delegada também alerta para o avanço de conteúdos misóginos nas redes sociais, especialmente em ambientes ligados à chamada “machosfera”. “Nós precisamos trabalhar na desconstrução desses valores, construindo novos valores de respeito e equidade”, afirmou Natália Tenório.
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